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167. "Van Oude Menschen, de Dingen, die Voorbij Gaan" (Louis Couperus) - Parte 2
January 26, 2010 01:16 PM PST
[Emissões Sáb.23.Jan.2009.24h] No início do ano partimos à descoberta de uma nova língua com um dos raros audiolivros de domínio público em Neerlandês. Escrito em 1906 por Louis Marie-Anne Couperus, "Van Oude Menschen, de Dingen, die Voorbij Gaan", à falta de tradução para a língua de Camões, conhece-se em Inglês por "Of old people and the Things that Pass". Louis Couperus (1863-1923), neto de um governador das Índias Orientais Neerlandesas e filho de um juiz, nasceu em Haia, nos Países Baixos. Como era costume de famílias abastadas da época, viajou e viveu pelo mundo - Indonésia, França, Itália. À sua obra, prolífica em críticas a uma burguesia adormecida, como Henrik Ibsen faria na Noruega, atribuem-lhe inspirações em Gustave Flaubert e Émile Zola. Eline Vere, a sua heroína mais conhecida, será talvez uma prima de Anna Karenina de Tolstói ou de Emma Bovary de Flaubert. Na literatura Portuguesa da época, quem sabe, "Os Maias" de Eça de Queirós seja um ponto de proximidade. Os seus livros tornaram-se bastante populares no Reino Unido à conta das imensas traduções do destacado anglo-neerlandês Alexander Teixeira de Mattos, familiar de Oscar Wilde, responsável pelas aventuras de Arsène Lupin na língua da Rainha Vitória e ainda editor clandestino (diga-se que, naquela época, o naturalismo francês se dava mal com os bons costumes das ilhas e muitas traduções acabavam proibidas por atentado ao pudor). Louis Couperus acreditava na reencarnação e, a dado momento, o seu interesse estético aproximou-o da antiguidade clássica e do esoterismo, levando-o a uma segunda fase literária de bastante sucesso em terras alemãs. «In zijn kantoor draaide Harold Dercksz het gas hooger, en viel in zijn stoel, en staarde. Stil, stil sluierde het leven soms de dingen, de vreeslijke dingen, levens lang, en dan dreigden ze niet zoo zeer, en zoo lang de dood ze niet had weggevaagd, gingen ze, gingen ze steeds, hoe langzaam ze ook gingen... (...) Maar de dingen hadden hun sluiers geslierd en de bladeren hadden maar even geritseld; nooit was de dreiging verwezenlijkt, niemand was van achter een boom getreden; het pad was eenzaam gebleven onder zijn blik, en het pad slingerde, slingerde voort en de spookachtige dingen gingen... (...) Als een vizioen, àlle de jaren van zijn leven, had hij het Ding weêr zien oprijzen, het vreeslijke Ding, dat daar gebaard en geboren was, in dien nacht, toen hij, zeker wat koortsig, niet had kunnen slapen onder den pletterzwaren nacht, die den regen nog omhoog hield, in sterke zeilen, die niet barsten konden, en geen adembare lucht doorlieten. Het vizioen, neen het Ding, het werkelijke Dìng...» "Van Oude Menschen, de Dingen, die Voorbij Gaan" é um retrato de uma família que carrega a memória de um crime passado. 60 anos antes, em Java, Ottilie Dercksz foi surpreendida pelo marido, Harold, na companhia do amante, Emile Takma. Nessa noite, o marido foi morto e o corpo escondido. Dr. Roelofsz, o médico que assinou o óbito, compreendeu e calou-se perante a beleza da senhora. Os três seguiram caminhos diferentes e encontram-se em Haia, já com perto de 90 anos. Ottilie têm filhos com 77 a 60 anos e a sua família é próxima da de Emile Takma. Netos e bisnetos lançam suspeitas sobre o passado de ambos, numa insistência que se torna tormentosa e inquieta quem já sente a morte próxima. Banda Sonora | Wim Mertens (temas de "Father Damien" e "The Belly of an Architect"); Kronos Quartet ("Flugufrelsarinn"); Jon Hassell ("Aurora"); Julius Röntgen ("Sonate for piano and violoncello"); Franz Schubert ("Minuette Und Deutsche (D90) no.4 in F"); Alphons Diepenbrock ("Hymn for violin and orchestra"). Para ouvir no éter dos 107.9FM, a partir de 16 de Janeiro, aos sábados à meia-noite. 166. "Van Oude Menschen, de Dingen, die Voorbij Gaan" (Louis Couperus) - Parte 1
January 17, 2010 07:47 AM PST
[Emissão Sáb.16.Jan.2009.24h] No início do ano partimos à descoberta de uma nova língua com um dos raros livros de domínio público em Neerlandês. Escrito em 1906 por Louis Marie-Anne Couperus, "Van Oude Menschen, de Dingen, die Voorbij Gaan", à falta de tradução para a língua de Camões, conhece-se em Inglês por "Of old people and the Things that Pass". Louis Couperus (1863-1923), neto de um governador das Índias Orientais Neerlandesas e filho de um juiz, nasceu em Haia, nos Países Baixos. Como era costume de famílias abastadas da época, viajou e viveu pelo mundo - Indonésia, França, Itália. À sua obra, prolífica em críticas a uma burguesia adormecida, como Henrik Ibsen faria na Noruega, atribuem-lhe inspirações em Gustave Flaubert e Émile Zola. Eline Vere, a sua heroína mais conhecida, será talvez uma prima de Anna Karenina de Tolstói ou de Emma Bovary de Flaubert. Na literatura Portuguesa da época, quem sabe, "Os Maias" de Eça de Queirós seja um ponto de proximidade. Os seus livros tornaram-se bastante populares no Reino Unido à conta das imensas traduções do destacado anglo-neerlandês Alexander Teixeira de Mattos, familiar de Oscar Wilde e responsável pelas aventuras de Arsène Lupin na língua da Rainha Vitória e ainda por várias edições clandestinas (diga-se que, naquela época, o naturalismo francês se dava mal com os bons costumes das ilhas e muitas traduções acabavam proibidas por atentado ao pudor). Louis Couperus acreditava na reencarnação e, a dado momento, o seu interesse estético aproximou-o da antiguidade clássica e do esoterismo, levando-o a uma segunda fase literária de bastante sucesso em terras alemãs. «In zijn kantoor draaide Harold Dercksz het gas hooger, en viel in zijn stoel, en staarde. Stil, stil sluierde het leven soms de dingen, de vreeslijke dingen, levens lang, en dan dreigden ze niet zoo zeer, en zoo lang de dood ze niet had weggevaagd, gingen ze, gingen ze steeds, hoe langzaam ze ook gingen... (...) Maar de dingen hadden hun sluiers geslierd en de bladeren hadden maar even geritseld; nooit was de dreiging verwezenlijkt, niemand was van achter een boom getreden; het pad was eenzaam gebleven onder zijn blik, en het pad slingerde, slingerde voort en de spookachtige dingen gingen... (...) Als een vizioen, àlle de jaren van zijn leven, had hij het Ding weêr zien oprijzen, het vreeslijke Ding, dat daar gebaard en geboren was, in dien nacht, toen hij, zeker wat koortsig, niet had kunnen slapen onder den pletterzwaren nacht, die den regen nog omhoog hield, in sterke zeilen, die niet barsten konden, en geen adembare lucht doorlieten. Het vizioen, neen het Ding, het werkelijke Dìng...» "Van Oude Menschen, de Dingen, die Voorbij Gaan" é um retrato de uma família que carrega a memória de um crime passado. 60 anos antes, em Java, Ottilie Dercksz foi surpreendida pelo marido, Harold, na companhia do amante, Emile Takma. Nessa noite, o marido foi morto e o corpo escondido. Dr. Roelofsz, o médico que assinou o óbito, compreendeu e calou-se perante a beleza da senhora. Os três seguiram caminhos diferentes e encontram-se em Haia, já com perto de 90 anos. Ottilie têm filhos com 77 a 60 anos e a sua família é próxima da de Emile Takma. Netos e bisnetos lançam suspeitas sobre o passado de ambos, numa insistência que se torna tormentosa e inquieta quem já sente a morte próxima. Banda Sonora | Wim Mertens (temas de "Father Damien" e "The Belly of an Architect"); Elgar (Salut d'Amour); Alphonse Diepenbrock (L'invitation au voyage). Para ouvir no éter dos 107.9FM, a partir de sábado, 16 de Janeiro, à meia-noite em 107.9FM. 107. "Borges por el mismo" (Jorge Luis Borges) por Jorge Luis Borges - Parte 2
January 17, 2010 07:26 AM PST
[Emissão Sex.18.Jul.2008.20h] A palavra do poeta numa gravação de 1967 em Buenos Aires, revista em 2002: Límites (2.24)
Banda Sonora:
Poesia como arte oral. No sábado 28 de Junho, na meia-noite dos 107.9 FM, e ainda na nova grelha de verão, 6a 18 de Julho às 20h com reposição Sábado 19 à meia-noite. A segunda parte vai para o ar na sexta 24 de Julho às 20h e sábado 25 de Julho às 24h. 106. "Borges por el mismo" (Jorge Luis Borges) por Jorge Luis Borges - Parte 1
January 17, 2010 07:06 AM PST
[Emissão Sab.28.Jun.2008.24h] A palavra do poeta numa gravação de 1967 em Buenos Aires, revista em 2002: El General Quiroga va en coche al muere (1.42)
Banda Sonora:
Poesia como arte oral. No sábado 28 de Junho, na meia-noite dos 107.9 FM, e ainda na nova grelha de verão, 6a 18 de Julho às 20h com reposição Sábado 19 à meia-noite. A segunda parte vai para o ar na sexta 24 de Julho às 20h e sábado 25 de Julho às 24h. 43. «Os Imortais» (Jorge Luis Borges) por José Braga
January 17, 2010 06:16 AM PST
[Emissão Dom.05.Nov.2006.11h] Que melhor forma de iniciar o segundo ano de emissões do programa haverá? Recordar um dos mais belos momentos do ano anterior: José Braga passo a passo com Jorge Luis Borges - o eterno não vencedor do Prémio Nobel da Literatura e, concerteza, seu escritor favorito. Entre o muito mirabolante que podia escolher do autor - contos que na verdade são ensaios e ensaios que na verdade são contos, paráfrases de paráfrases de livros, labiríntos, espelhos, alucinações babélicas, cegueira, ... - José Braga partilha o conto «Os Imortais» retirado de «El Aleph» (1949). Sobre a imortalidade, o seu conceito e sobre as palavras que são o que resta da imortalidade. Na Sombra Sonora
« Cuando se acerca el fin, ya no quedan imágenes del recuerdo; sólo quedan palabras. No es extraño que el tiempo haya confundido las que alguna vez me representaron con las que fueron símbolos de la suerte de quien me acompañó tantos siglos. Yo he sido Homero; en breve, seré Nadie, como Ulises; en breve, seré todos: estaré muerto. » Às 11h da manhã domingueira de 5 de Novembro, José Braga reencontra os imortais no FM da Rádio Universidade de Coimbra - deslizando entre as frias vibrações de um iceberg e as descargas electroestáticas de Saturno, restam as palavras no percurso de um conto. 165. "Short Stories" (Anton Tchekhov)
December 09, 2009 02:54 PM PST
[Emissão Sáb.12.Dez.2009.24h] Esta semana partimos à descoberta da escrita de Anton Pavlovitch Tchekhov, nome incontornável do teatro mas também autor de centenas de contos que escreveu, paralelamente à vida profissional de médico. Numa série de belíssimas dramatizações da rádio estatal de Seattle, a KUOW-FM, dos anos 90, são-nos apresentados, de forma cronológica, fragmentos da obra do escritor e dramaturgo russo. Short Stories | ~ Parte 6 ~ In the Ravine (1900). Créditos | Jean Sherrard e John Siscoe (direcção); John Aylward, Laurence Ballard, Elizabeth Huddle, Frank Corrado et al (actores); Ken Benshoof com a Seattle Symphony (música). Para ouvir no éter dos 107.9FM, aos sábados, à meia-noite, entre 7 de Novembro e 12 de Dezembro. 164. "Short Stories" (Anton Tchekhov)
December 09, 2009 01:39 PM PST
[Emissões Sáb.05.Dez.2009.24h] Esta semana partimos à descoberta da escrita de Anton Pavlovitch Tchekhov, nome incontornável do teatro mas também autor de centenas de contos que escreveu, paralelamente à vida profissional de médico. Numa série de belíssimas dramatizações da rádio estatal de Seattle, a KUOW-FM, dos anos 90, são-nos apresentados, de forma cronológica, fragmentos da obra do escritor e dramaturgo russo. Short Stories | ~ Parte 5 ~ The Man in a Shell (1898); The Lady with the Dog (1899). Créditos | Jean Sherrard e John Siscoe (direcção); John Aylward, Laurence Ballard, Elizabeth Huddle, Frank Corrado et al (actores); Ken Benshoof com a Seattle Symphony (música). Para ouvir no éter dos 107.9FM, aos sábados, à meia-noite, entre 7 de Novembro e 19 de Dezembro. 163. "Short Stories" (Anton Tchekhov)
November 29, 2009 10:25 AM PST
[Emissões Sáb.28.Nov.2009.24h] Esta semana partimos à descoberta da escrita de Anton Pavlovitch Tchekhov, nome incontornável do teatro mas também autor de centenas de contos que escreveu, paralelamente à vida profissional de médico. Numa série de belíssimas dramatizações da rádio estatal de Seattle, a KUOW-FM, dos anos 90, são-nos apresentados, de forma cronológica, fragmentos da obra do escritor e dramaturgo russo. Short Stories | ~ Parte 4 ~ Fear (1892); Anna on the Neck (1895). Créditos | Jean Sherrard e John Siscoe (direcção); John Aylward, Laurence Ballard, Elizabeth Huddle, Frank Corrado et al (actores); Ken Benshoof com a Seattle Symphony (música). Para ouvir no éter dos 107.9FM, aos sábados, à meia-noite, entre 7 de Novembro e 19 de Dezembro. 162. "Short Stories" (Anton Tchekhov)
November 29, 2009 10:05 AM PST
[Emissões Sáb.21.Nov.2009.24h] Esta semana partimos à descoberta da escrita de Anton Pavlovitch Tchekhov, nome incontornável do teatro mas também autor de centenas de contos que escreveu, paralelamente à vida profissional de médico. Numa série de belíssimas dramatizações da rádio estatal de Seattle, a KUOW-FM, dos anos 90, são-nos apresentados, de forma cronológica, fragmentos da obra do escritor e dramaturgo russo. Short Stories | ~ Parte 3 ~ Gusev (1890); The Grasshopper (1892). Créditos | Jean Sherrard e John Siscoe (direcção); John Aylward, Laurence Ballard, Elizabeth Huddle, Frank Corrado et al (actores); Ken Benshoof com a Seattle Symphony (música). Para ouvir no éter dos 107.9FM, aos sábados, à meia-noite, entre 7 de Novembro e 19 de Dezembro. 161. "Short Stories" (Anton Tchekhov)
November 14, 2009 06:04 AM PST
[Emissões Sáb.14.Nov.2009.24h] Esta semana partimos à descoberta da escrita de Anton Pavlovitch Tchekhov, nome incontornável do teatro mas também autor de centenas de contos que escreveu, paralelamente à vida profissional de médico. Numa série de belíssimas dramatizações da rádio estatal de Seattle, a KUOW-FM, dos anos 90, são-nos apresentados, de forma cronológica, fragmentos da obra do escritor e dramaturgo russo. Short Stories | ~ Parte 2 ~ The Kiss (1888); The Shoemaker and the Devil (1888); Sleepy (1888). Créditos | Jean Sherrard e John Siscoe (direcção); John Aylward, Laurence Ballard, Elizabeth Huddle, Frank Corrado et al (actores); Ken Benshoof com a Seattle Symphony (música). Para ouvir no éter dos 107.9FM, aos sábados, à meia-noite, entre 7 de Novembro e 19 de Dezembro. |
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